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Salários e o Galvão Bueno

Recentemente li uma matéria que o salário do Galvão Bueno, apresentador e narrador global havia sido rebaixado. Quase senti peninha dele…. quassseeeee!

O salário do Galvão, segundo a Revista Infomoney,  passou de 1.5 milhão para 1.0 milhão. Isso mesmo, nos últimos dez anos o salário mensal da criatura era de 1.5 milhão. Da para acreditar? Como é que em um Brasil dos anos 2019, cheio de carências e desnivelamentos socioculturais, um cidadão que não é um pesquisador, desenvolvedor, que não compartilha inovações ou descobertas tecnológicas com a sociedade, consegue ter uma remuneração destas?  Não é julgar suas competências, valores ou virtudes, não estou colocando peso no homem Galvão, nem dizendo que ele não tem direito a tal remuneração, más sim no que de real valor uma remuneração destas agrega para a sociedade.
Em uma continha de papel de pão, são uns mil salários mínimos mensais, mais ou menos.
Imagino eu um salário destes na mão de um grupo de pesquisadores, ou apenas irrigando algum projeto social durante dez anos, que transformações poderia protagonizar?
Fato é que Galvão demonstrou habilidades e atitudes bem inteligentes aceitando o rebaixamento de seu salário galáctico. Uma competência que poucos lideres e gestores teriam. Brasileiro tem esse ego, essa arrogância, essa vaidade que nos tempos atuais soa mesmo é como prepotência.
Queria saber de onde vem isso. Quem foi que disse um dia que o salário de alguem dentro de uma companhia não pode diminuir em função de crises, negociações ou enxugamento da máquina administrativa? Que há de mal nisso, de pouco profissional ou de desinteligência nisso?
Ao meu ver nada.
Negociar, barganhar valores e posições faz parte do jogo profissional,  do mercado, está presente em toda a cadeia produtiva. Por qual razão não faria parte de cargos e salários?
Vai ai meu aplauso para o Galvão que com maestria e muita inteligência emocional conseguiu manter-se empregado, sendo solidário com o momento delicado do seu empregador, seguindo assim como parceiro da Globo, sendo inclusive liberado para conseguir outras fontes de renda em comerciais e campanhas publicitárias, fato que antes não lhe era permitido. Galvão evitou a frustração, o incomodo de uma busca por emprego, cedeu um pouco aqui e ali, seu empregador cedeu outro tanto e ambos se entenderam.
É assim que se faz, assim que se conquista boas parcerias empregatícias, se mantem as portas abertas e continua-se sendo atraente e viável para seu empregador, sendo parceiro em momento delicados.
A arrogância não conduz a empregabilidade, só gera mal estar e impede que saídas, novas oportunidades sejam vislumbradas.
Muna-se de argumentos sólidos, esteja sempre bem atualizado em suas core competências, e saiba negociar se o momento do ajuste de salários se apresentar. Se possível, não tome nenhuma decisão de impulso, vá para casa e durma com o problema, quem sabe no dia seguinte as perspectivas sejam diferentes. Você vai ter um tempo para absorver a “pancada”, avaliar seu momento profissional, conversar com seus familiares, checar suas reservas financeiras e voltar no dia seguinte ao seu empregador, com um quadro muito mais claro e definido em sua mente.
Em época de Vingadores, Marvel Comics , digo sem sombra de dúvidas que a capacidade de negociação é o maior dos “superpoderes”, capaz de mudar o mundo.
Temos de ser inteligentes para exercitar a competência de negociação diariamente.
Faça isso e garanto que seu futuro será brilhante, e quem sabe assim você seja merecedor de uma remuneração galáctica como o Galvão.
Seja inteligente.
Grande abraço a todos
Marcelo Homem de Mello
CEO e Founder  – Homem de Mello – DHO
Coordenador UNIFG – Pós-graduação Escola de Negócios

 

Marcelo@homemdemelloconsultoria.com.br
(81) 99714-9064

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