Pessoas Insuportáveis – A arte de conviver

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Independente do ramo de negócio em que se atua, ou da atividade que se exerça, mais cedo ou mais tarde será necessário conviver com pessoas difíceis.

Mas como definir uma pessoa difícil, ou até insuportável?

Trata de estereótipos comuns de encontramos, na fila de um banco, na padaria, em uma farmácia ou até mesmo em nossa casa, no convívio diário, bastando para isso que haja uma instabilidade de humor, ou uma situação instalada que deseje se modificar.

Algumas pessoas parecem ter o dom de enlouquecer os outros. Em menor ou maior grau, são capazes de tornar a convivência difícil, até insuportável. Pode ser o chefe autoritário que controla cada passo do funcionário, o amigo que não perde uma chance de reclamar da vida ou o parente que aparece para uma visita e consegue ser desastroso. O fato é que tipos como esses são mais comuns do que se supõe. Mas a forma como as pessoas reagem a eles não há quem consiga se defender. Há quem recorra à terapia para superar os traumas do convívio com estes “indivíduos-problema”.

Em empresas, costuma-se rotular e apelidar este tipo de profissional. Brucutu, Sabe-Tudo, Kid Tocaia, Frente Fria, Disk Problema e tantos outros podem ser manifestações voluntárias ou involuntárias de personalidade, diante do novo, diante de algum novo desafio ou circunstância de stress.  E rotular seja de que forma for,positiva ou negativamente sempre é arriscado, preconceituoso e certamente indelicado.

Um psicólogo americano é um exemplo. Há quatro décadas ele estuda os comportamentos neuróticos. Em maio, lançou o livro “Como lidar com pessoas que te deixam louco”. Nele, o terapeuta com mais de 15 obras publicadas decifrou cinco “personalidades” capazes de fazer alguém perder a razão – os controladores, os fracassados, os mimados, os bullies (valentões) e os desleixados/maníacos por limpeza. “Quando você não constrange quem age de forma irritante e perturbadora, está tolerando esse comportamento”, disse o psicólogo.

“Nós só somos tratados do jeito que permitimos”. Segundo o psicólogo, muitas vezes, quem o procura no consultório é a pessoa errada – ou seja, a vítima.

Mas de certa forma, o rotulado acaba adquirindo e incorporando estas características insuportáveis em seu dia-a-dia. E se pensarmos bem, cada um de nós tem sua particularidade, mais ou menos aflorada. Pode haver uma auto-estima grandiosa, a pessoa sentir-se poderosa, capaz de tudo, com necessidade reduzida de dormir, apresentando-se muito falante, às vezes dizendo coisas incompreensíveis, não se fixando a um mesmo assunto ou a uma mesma tarefa a ser feita. Estas características isoladamente não causam problema, no entanto quando passa a ser dominante, aí sim existe um problema.

Aristóteles dizia, que à  “justa medida” entre os extremos, a busca pelo equilíbrio, deveria ser uma constante.  Segundo ele, a virtude do equilíbrio, deveria ser praticada no dia-a-dia, para ela ser aperfeiçoada, treinada e regularmente aferida. Entre a carência e o excesso, encontrar um ponto de equilíbrio, no fundo, é conquistar um lugar “não chato” de viver bem a vida.

Um outro “nome” para os “difíceis”, seria usarmos “chato”. O chato é aquele que perde qualquer noção do seu ponto de equilíbrio, não lhe interessa o espaço do outro, não lhe interessa um relacionamento interpessoal digno e com respeito, uma convivência social, profissional ou pessoal tranqüila e harmoniosa.  O egoísmo do chato é imperativo. Chato é um quadro repetitivo, todos reconhecem, inclusive o  próprio chato. Veja outro artigo a respeito; “Chato Corporativo”.

Em muitos casos, é possível tentar a convivência com essa turma de personalidade difícil. “Pois sem conflito não há mudança”. Há várias táticas para aprender a lidar com eles e, principalmente, para se fazer respeitar.

Mas se ainda assim não tiverem melhora, talvez fosse melhor evitar aquilo em que traria a tona determinadas situações com estas pessoas.

Uma dica que se pode usar é abstrair. É preciso não dar tanta importância aos ataques. Afinal, ninguém está totalmente imune a deslizes. Nem a pessoas insuportáveis.

Mas por último uma lição. Algumas perguntas que devemos fazer antes de rotularmos um colega de trabalho:

1-Será que as outras pessoas na empresa tem a mesma dificuldade de relacionamento?

2- Como é o tipo de comunicação com esta pessoa?

3- Será que eu entendo esta pessoa?

4- Eu deixo transparecer meu lado pessoal ou profissional no dia-a-dia com esta pessoa?

5- Será que eu a trato como eu gostaria de ser tratado?

6- Posso ou devo compartilhar deste “problema” com alguém?

Minha constatação pessoal;

“Quando se lida com pessoas, tudo pode dar errado. E certamente dará. No entanto, quando dá certo, vale por todos os erros que por ventura tenham ocorrido no passado.”

 

 

Bom dia a todos,

Feliz início de 2014

Marcelo António Homem de Mello

CEO – Empresário, Consultor, Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching-SBC, Palestrante Técnico e Motivacional, Gestor Estratégico de Pessoas, Instrutor de Treinamentos Indoor e Outdoor (TEAL), Psicólogo Organizacional.

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