pirâmide de william glasser marcelo homem de mello, metodologias ativas de ensino

Aprendizado e Metodologias Ativas

Cada vez mais utiliza-se as chamadas “Metodologias Ativas” como formas de desenvolver o processo de aprendizagem. Professores são cada vez mais facilitadores, guias, orientadores metodológicos que auxiliam estudantes a solucionar problemas e acalçar bons resultados, promovendo empregabilidade, empreendedorismo e intra-empreendedorismo. Professores facilitadores buscam conduzir a formação crítica de futuros profissionais nas mais diversas áreas.

Metodologias ativas oferecem autonomia ao estudante,  despertando a curiosidade, estimulando tomadas de decisões individuais e coletivas, advindos das atividades essenciais da prática social e em contextos do estudante. Dentre umas das Metodologias Ativas utilizadas está a problematização, que tem como objetivo instigar o estudante mediante problemas, pois assim ele tem a possibilidade de examinar, refletir, posicionar-se de forma crítica.
Metodologias ativas podem ser diversas e suas formas de aplicação. Apesar de bastante plurais seguem a mesma premissa: o aluno é transformado em protagonista em seu próprio aprendizado. Assim, o objetivo é que os estudantes aprendam novas formas de reter conteúdo por meio de técnicas de ensino e estudo tanto dentro da sala quanto extraclasse que vão estimular a autonomia e participação. A ideia é a de ‘aprender fazendo’, e não somente ouvindo.Em geral, essas metodologias unem os pontos positivos das modalidades de ensino mais populares – ensino presencial e ensino a distância – e visam sempre utilizar essas ferramentas de formas efetivas e benéficas.
O psiquiatra estadounidense “William Glasser” elaborou uma teoria na qual defende as diferentes formas de aprendizado e sua porcentagem de efetividade. Segundo ele, o aprendizado é basicamente assim: 10% por meio da leitura; 20% por meio da escrita; 50% por meio da observação e escuta; 70% por meio da discussão com outros colegas; 80% por meio da prática; 95% por meio do ensino. Então, analisando as formas de aprendizado na teoria de Glasser, é possível observar que os métodos mais efetivos fazem parte daquilo que chamamos de metodologias ativas de aprendizagem, pois o aluno não somente recebe conteúdo de forma passiva, mas participa ativamente do aprendizado e criação de novos conteúdos relevantes. Então, quais são os benefícios e a importância se de adotar esses métodos ativos?
Quem trabalha em sala de aula, precisa sempre lembrar que o seu sucesso pessoal como facilitador , e o sucesso da instituição de ensino é diretamente ligado ao sucesso do aluno!
Então, quanto melhor for o seu ensino e o aprendizado dos seus alunos, melhor será seu negócio. Por isso a adoção de metodologias ativas de aprendizagem pode ser o diferencial na sua instituição de ensino. Utilizando métodos de aprendizagem ativa os alunos não só aprendem mais, como conseguem reter muito mais o conhecimento.
As vantagens não são apenas relacionadas aos conteúdos passados em sala de aula! A mudança de comportamento auxilia no desenvolvimento de diversas habilidades que se traduzem para além da sala de aula. Por exemplo, como as metodologias ativas de aprendizado são focadas em resoluções de problemas práticos e ligados à realidade, os alunos desenvolvem muito mais habilidades relacionadas a esse tipo de soluções por meio do pensamento lógico. Além disso, por meio das metodologias ativas são trabalhadas habilidades de autonomia, independência, responsabilidade, trabalho em equipe, pensamento crítico e muito mais.

william glasser, marcelo homem de mello

Se o ensino é estimulante, o alunos procurarão sempre aprender mais e isso fará com que o professor facilitador receba melhores avaliações e a instituição de ensino por sua vez  seja muito mais valorizada. Veja só algumas vantagens que a adoção de metodologias ativas de aprendizado traz para sua instituição:
  • Maior satisfação com as aulas
  • Melhor relacionamento de alunos com sua instituição;
  • Maior reconhecimento no mercado;
  • Captação de alunos mais efetiva
  • Maior índice de retenção de alunos.
  • Professores e alunos trabalhando juntos para potencializar o aprendizado.

william glasser, marcelo homem de mello

E se é benéfico para ambos os lados, instituição de ensino, professor e alunos, está na hora de aprender um pouco mais sobre as principais metodologias ativas de aprendizagem e como aplicar nos seus cursos.

Principais metodologias ativas de aprendizagem

– Ensino Híbrido: Assim como o termo metodologias ativas, o ensino híbrido também abrange diversas técnicas. Basicamente, o ensino híbrido (ou blended learning em inglês) procura unir as melhores práticas tanto do ensino tradicional presencial quanto do ensino a distância (EAD). Dessa forma, os dos modelos educacionais se complementam e trabalham para melhorar a forma de aprender dos alunos. Basta pensar sobre como cada pessoa aprende para entender a importância de um ensino híbrido focado em metodologias ativas de aprendizagem. Cada indivíduo possui seus pontos fortes e pontos fracos além de absorverem melhor o conteúdo passado de uma determinada maneira. Esperar que em uma sala com cerca de 50 indivíduos todos aprendam da mesma forma é uma expectativa nada real. Portanto, utilizar métodos híbridos pode ser a solução perfeita para que o ensino alcance cada vez mais alunos de uma forma eficiente e inovadora. Um dos modelos de ensino híbrido é a sala de aula invertida:
– Sala de aula invertida: Também conhecida como ‘classe invertida’ ou no inglês ‘flipped classroom’, essa metodologia ativa pode ser uma das mais conhecidas no mundo. Assim como o nome sugere, a ideia desse modelo de ensino é “inverter” a lógica da sala de aula tradicional. Se no ensino tradicional os alunos vão para a sala de aula ter o primeiro contato com o conteúdo e depois, a distância, resolvem exercícios e tentam sanar dúvidas, na sala de aula invertida acontece o oposto. A ideia é que os estudantes tenham um contato com a matéria em casa, por meio do EAD, antes de estarem presentes fisicamente na instituição. Assim, quando chegam na sala de aula, usam do momento em que estão na presença do professor para tirar dúvidas, resolver questões, debater e fixar o que aprenderam em casa. Dessa forma o tempo de aula é otimizado e, consequentemente, o aprendizado é potencializado.
– Gamification (ou gamificação): O termo ‘gamification’ vem da palavra ‘game’, que provavelmente você já conhece e significa ‘jogo’, em inglês. A proposta dessa metodologia ativa é trazer, literalmente, uma experiência de jogos para o ensino. Essas táticas são muito efetivas tanto para um público mais jovem quanto para um público adulto (EAD, por exemplo), pois engaja os alunos em uma competição saudável que os estimula a pensar fora da caixa e se dedicarem mais ainda aos estudos. A ideia do gamification é trazer lógica de jogos para outros contextos, como o contexto educacional. É uma excelente forma de quebrar a rotina e criar um ambiente divertido e, ainda assim, educativo para os alunos. Em geral, os jogos são efetivos para criar engajamento pois os seres humanos já são bastante competitivos por natureza e a sensação de vencer é bastante recompensadora. Então, as pessoas, quando em competição, procuram se empenhar ainda mais para conseguir alcançar o objetivo. Além disso, há também a sensação de superação quando o aluno não começa muito bem mas consegue dar a volta por cima, que é tão recompensadora – ou talvez mais – quanto a de somente vencer.
– Recursos audiovisuais: Conteúdos como vídeos online (videoaulas, palestras e lives) também são bastante relevantes no contexto das metodologias ativas de aprendizagem. Hoje, os vídeos já são bastante utilizados para além do contexto do entretenimento e já possuem um valor importantíssimo para o ensino, sobretudo o ensino a distância.
– Aprendizagem Baseada em Problemas: O método de aprendizagem ativa chamado de Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), cujo termo vem do inglês Problem Based Learning (PBL) defende que o ensino deve partir da solução ativa de problemas. A principal contribuição dessa metodologia ativa é a interdisciplinaridade. Ao contrário do ensino tradicional que separa todos os conteúdos em disciplinas e as mantém rígidas (português, matemática, história, etc.), a ABP propõe que os alunos utilizem diversos campos do conhecimentos de forma interdisciplinar. Assim como na sala de aula invertida os alunos têm contato com a matéria antes do encontro com os professores e, no momento da aula, esses apresentam problemas aos alunos que, em grupos, devem discutir e, claro, encontrar soluções para eles.
– Aprendizagem entre pares: Um outro modelo de aprendizagem ativa que aposta nos alunos como protagonistas é a aprendizagem entre pares. Nesse modelo, os estudantes são reunidos em duplas ou em grupos e aqueles que são melhores em um assunto assumem um papel de tutoria para os que ainda são iniciantes nele. A ideia é criar um ambiente colaborativo no ensino, no qual os próprios alunos assumem papel de tutores e auxiliam uns aos outros. Vale lembrar que até mesmo os alunos que estão ensinando estão, também, aprendendo, e claro, os professores também assumem um papel de auxílio nesse processo. O conhecimento, então, vira algo compartilhado e construído sempre em conjunto, colocando tanto professores quando alunos em um papel de relevância.

 

 Grande abraço a todos
Marcelo Homem de Mello
CEO e Founder  – Homem de Mello – DHO
Coordenador UNIFG – Pós-graduação Escola de Negócios

 

Marcelo@homemdemelloconsultoria.com.br
(81) 99714-9064

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