Ética e Autorresponsabilidade

Na maioria das vezes apenas imaginamos o que seja, ética e moral. Reconhecemos nossos direitos, más raramente entendemos os limites e inter-relacionamentos envolvidos. Assim sendo,  a autorresponsabilização praticamente inexiste, acabamos transferindo para terceiros nossas incumbências, culpando e julgando outros ao invés de entendermos, refletirmos e solucionarmos questões que nos cabem.

A ética não é a moral. Enquanto a ética é uma reflexão crítica sobre a moral e tem origem na interioridade, na autonomia do indivíduo, a moral tem origem na exterioridade, na vivência dos costumes cotidianos. A moral diz respeito às ações praticadas por hábito e aos costumes em geral, o que privilegia o lado pelo qual a ação é ainda exterior ao sujeito. 
A ética aristotélica é fundamentada no bom senso, fundada nos juízos morais do homem bom e virtuoso. Neste sentido, sua ética se articula a partir de uma pergunta fundamental: qual é o bem supremo do homem e, o fim que tendem todas as coisas?
Aceitação e a compreensão de diferenças entre indivíduos é o começo de tudo.
Expectativas a parte, para que nossas relações pessoais e profissionais se desenvolvam, o apreço e respeito pelos outros é fundamental.
No entanto, a maioria das pessoas prefere tornar-se vítima ao invés de protagonista.
Quando algo dá errado na sua vida, você tende a culpar os outros e achar que não há o que fazer ou tenta procurar em si mesmo as razões para o fracasso, assim como soluções para sair do buraco? Se optou pela segunda alternativa, saiba que isso se chama autorresponsabilidade, ou seja, a capacidade de tomar para si a responsabilidade sobre as condições positivas e negativas da sua vida. É se colocar no papel de protagonista, aquele personagem que “puxa” o enredo do filme, e não no de vítima. Autorresponsabilidade também é um valor ético, que tem a ver com maturidade emocional e as escolhas que fazemos. Já parou para pensar que um dia é repleto delas, das grandes e importantes às pequenas e corriqueiras, e que cada uma terá um tipo de consequência?
Qual a razão disto?
Muito simples: a posição de vítima não implica em trabalho, não implica em solucionar questões, é um papel muito mais confortável que o de protagonista, que tem de trabalhar pelo que acredita, lutar, convencer-se e convencer a outros que algo ou alguma coisa vale a pena.
Ser protagonista exige atitude, resiliência, boas perspectivas e uma visão alongada de cenários.
Já o papel de vitima não exige nada, só nos encostarmos em um canto, começar a lastimar da vida, julgar e culpar aos outros, eventualmente uma lágrima aqui, outra ali e mais nada. Alguns desavisados podem até ser capazes de se sensibilizar com a suas eternas desculpas e ocorrências desafortunadas, sofrer junto contigo, condoer-se. Já no meio corporativo, desculpas e vitimização é sinal de fraqueza, de falta de competência e “atitude ácida” que contagia outros com sua deplorável desinteligência emocional.
Líderes, gestores e gerentes não gostam de quem se vitimiza, gostam de performance e de resultado sustentável.
Preste bastante atenção se você não vem desenvolvendo este tipo de comportamento pernicioso. Se sim, aprenda a combater veementemente este tipo de comportamento, pois seu posto de trabalho, sua promoção podem estar dependendo disso.
Grande abraço a todos
Marcelo Homem de Mello
CEO e Founder  – Homem de Mello – DHO
Coordenador UNIFG – Pós-graduação Escola de Negócios

 

Marcelo@homemdemelloconsultoria.com.br
(81) 99714-9064

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